Sandro Borges, ex-secretário de Saúde, vem sendo chamado para prestar esclarecimentos na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) desde o mês de agosto, no entanto, apresentou diversos atestados que asseguraram sua ausência.

Durante a sessão desta quarta-feira (6), o ex-secretário, não compareceu a reunião e mais uma vez um atestado foi apresentado para justificar sua ausência, acompanhado ainda de um pedido para que as perguntas fossem enviadas por escrito, o que incomodou os vereadores.

Em entrevista ao Bahia Notícias, o relator da comissão, vereador Pedro Melo (PT), diz “O que está em jogo agora é que não conseguimos chegar, mesmo tendo o contato telefônico, até a falsa médica Alana. Temos a informação de que foi essa mulher que atendeu aqui atestando o óbito de Ronaldo Teles. Então é fundamental o testemunho dele [ex-secretário, à época gestor da pasta] aqui na CPI”.

Ainda nesta quarta-feira (6), durante a sessão a CPI decidiu, que irá acionar o Poder Judiciário. “Vamos oficializar, via justiça, para ver a possibilidade de fazer uma condução coercitiva do Sandro Borges e também do médico Diego Paternosto pra serem ouvidos […} a parte central da CPI é o óbito que ocorreu no dia 5 de abril. Temos elementos importantes para pensar até na hipótese de homicídio culposo por parte dos envolvidos na Secretaria de Saúde à época. Isso já é um passo que essa comissão tem para encaminhar para a relatoria. Mas para isso, ouvir secretário vai ser extremamente importante”, complementou.

Os vereadores já se preparam para encaminhar aos órgãos competentes, o relatório final da comissão.

Fonte: Revista Recôncavo

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