Romildo de Jesus/Reprodução

Cozinhar aquele feijãoarroz para o almoço ou preparar o café de todos os dias segue ficando mais caro. Os baianos começarão o mês de agosto pagando entre R$ 6 e R$ 8 a mais no botijão de gás de 13 kg, segundo o Sindicato dos Revendedores de Gás do Estado da Bahia (Sinrevgas). A entidade que representa as distribuidoras informou que o reajuste atende à nova mudança no preço do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) anunciada pela Acelen, atual gestora da Refinaria Mataripe, que elevou o derivado em 8,2%. Entretanto, como cada ponto de venda tem autonomia para decidir o valor do bujão para o consumidor final, há a possibilidade de que alguns lugares segurem os preços praticados até então, para não afugentar ainda mais os clientes.

Isso porque, se for considerado o incremento máximo de R$ 8 anunciado pelo Sinrevgas, algumas praças da Bahia podem ver os bujões chegando perto de R$ 150. É o caso de Barreiras, no Oeste. Após um levantamento feito pela reportagem, o gás por lá pode chegar a R$ 142 a partir de segundafeira (01), assim como em Serrinha, no Nordeste baiano. Em Ilhéus, o botijão será comprado por R$ 132, enquanto os consumidores de Feira de Santana, Vitória da
Conquista e Juazeiro abastecerão suas cozinhas por valores entre R$ 110 e R$ 121. Já na capital, Salvador, a média de preços deve ficar em R$ 125. É importante ressaltar que esses preços ainda sofrem com outros fatores determinados pelas revendedoras, como a forma de pagamento (cartão de crédito encarece o bujão).

Este é o quinto reajuste realizado nos valores do gás de cozinha padrão só neste ano. O último foi feito precisamente um mês atrás, quando as distribuidoras começaram a reajustar os botijões entre R$ 5 e R$ 7 para o consumidor a partir de 01 de julho. O motivo foi o mesmo: as mudanças de preço às distribuidoras feitas pela Acelen. Por sua vez, a administradora da RefinariaMataripe segue afirmando em comunicado que seus reajustes seguem “critérios técnicos” e acompanham as movimentações internacionais de mercado; ainda de acordo com a Acelen, a formação dos preços dos derivados de petróleo leva em conta o Preço de Paridade de Importação (PPI), conjunto de variáveis que envolvem o preço do petróleo cru e a flutuação do câmbio, além das margens de lucro das revendedoras.

Quem cozinha, recebe seu salário e compra seu bujão em real não gostou nada dos novos preços. “Uma hora dessas a gente vai acabar pagando R$ 200 nesse bujão, pode espiar. Imagine a situação de quem não tem condições de comprar o gás no preço que está e acaba tentando cozinhar com álcool em gel? Um absurdo!”, lamentou a dona de casa Raquel Sampaio, se referindo ao caso de Kerolaine dos Santos, jovem de 23 anos que se teve 30% do corpo queimado em fevereiro deste ano, ao tentar usar uma churrasqueira com o líquido em Feira de Santana (a 108 km de Salvador). “Dessa maneira, a gente vai ter que decidir se compra a comida, que já está cara por demais, ou se compra o botijão para fazer”, criticou a atendente de loja Luana Menezes.

Fonte: Tribuna da Bahia

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