Reprodução/G1

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) divulgou nota contestando o bloqueio orçamentário de mais de R$ 1 bilhão feito pelo Governo Federal, na última semana. De acordo com o comunicado, a redução é “inadmissível, incompreensível e injustificável” e não tem embasamento no próprio orçamento público. Já o governo afirma que o contingenciamento servirá para reajustar em 5% os salários para todo o funcionalismo. A situação gera preocupação no futuro das universidades.

Estimativas sobre o total bloqueado superam R$ 14,5 bilhões, principalmente nas áreas de Saúde, Educação, Ciência e Tecnologia. Entretanto, as emendas do relator, que formam o chamado Orçamento Secreto, e as bancadas dos partidos no Congresso devem ser poupadas.

Redução e apoio popular

Ainda conforme a nota da Andifes, os valores aprovados para este ano já eram inferiores aos esperados, sendo inclusive, abaixo do montante admitido para o ano de 2020. Com isso, cerca de 14,5% do orçamento universitário foi cortado, o que abrange recursos para assistência estudantil e o próprio funcionamento das instituições, impossibilitando o fechamento das contas neste ano.

“Inadmissível, incompreensível e injustificável o corte orçamentário de mais de R$ 1 bilhão que foi procedido ontem pelo governo (27/05/22) nos orçamentos das Universidades e Institutos Federais brasileiros. Após redução contínua e sistemática, desde 2016, dos seus valores para custeio e investimento; após todo o protagonismo e êxitos que as universidades públicas demonstraram até aqui em favor da ciência e de toda a sociedade no combate e controle direto da pandemia de covid-19; após o orçamento deste ano de 2022 já ter sido aprovado em valores muito aquém do que era necessário, inclusive abaixo dos valores orçamentários de 2020; após tudo isso, o governo federal ainda impinge um corte de mais de 14,5% sobre nossos orçamentos, inclusive os recursos para assistência estudantil, inviabilizando, na prática, a permanência dos estudantes socioeconomicamente vulneráveis, o próprio funcionamento das instituições federais de ensino e a possibilidade de fechar as contas neste ano”, afirma.

Ao final do texto, a Andifes conclama o apoio público para mobilizações exigindo a recomposição dos orçamentos.

“Apoiamos todas as manifestações que fortaleçam a defesa das universidades. A ANDIFES, da sua parte, convoca desde logo reunião extraordinária do seu pleno, para a próxima segunda-feira, dia 30/05, 17 horas, para avaliar providências de todas as universidades federais diante deste lamentável contexto”, finaliza.

UFRB

Os bloqueios já afetam significativamente o orçamento da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), até o momento, o montante que não poderá ser usado corresponde a cerca de R$ 6 milhões.

Confira nota da Andifes na íntegra abaixo:

Nota Andifes – Chega de retrocessosBaixar

Fonte: Bahia Recôncavo

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