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Na Semana do Meio Ambiente 2022, a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) repercute o tema “Uma só Terra”, reeditado pela ONU para lembrar dos 50 anos da Conferência de Estocolmo de 1972, quando foi instituído o Dia Mundial do Meio Ambiente. De 6 a 10 de junho, o mote “Uma só Terra, todos pelo planeta” norteará as ações que incluem evento virtual e palestras educativas em escolas de Salvador e interior do estado.

Na segunda-feira, dia 6 de junho, durante a programação da Semana da Água 2022, a Embasa promoverá o plantio de 3 mil mudas em extensão superior a 60 mil metros quadrados, em escolas e áreas de preservação permanente (APP) de mananciais utilizados pela empresa, em 16 municípios do interior baiano (Santo Estevão, Lençóis, Jacobina, Canarana, Barreiras, Paulo Afonso, Barra do Choça, Tremedal, Nova Canaã, Caetité, Boa Nova, Ilhéus, Coaraci, Itamaraju, Maragogipe, Santo Antônio de Jesus e Rio Real).

No mesmo dia, na região metropolitana de Salvador, o ponto alto da programação será o plantio de mudas de espécies nativas às margens do rio Joanes, na prainha de Parafuso, distrito de Camaçari. A bacia do rio Joanes – que juntamente com o rio Ipitanga é responsável por garantir cerca de 35% da produção da água tratada e distribuída em Salvador – foi alvo de intervenções recentes de recuperação e conservação desenvolvidas pela Embasa. O projeto Guardiões das Águas dos rios Joanes e Jacuípe vem sendo desenvolvido desde 2015 e já promoveu a recuperação 104 nascentes e o plantio de mudas de espécies nativas em mais de 100 hectares nas margens dos rios Joanes e Jacuípe ou em topo de morro. O projeto também foi responsável pelo cadastramento e regularização ambiental de 300 imóveis rurais familiares e pela realização de 40 oficinas de educação ambiental voltadas para pequenos produtores rurais das regiões contempladas.

Serviços socioambientais | O projeto é realizado em parceria com a Universidade Federal da Bahia (Ufba) e com o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) e, atualmente, desenvolve estudos para construção de uma metodologia de pagamento por serviços ambientais (PSA), que visa remunerar produtores rurais familiares por ações de conservação em suas propriedades, como manutenção de cercas e de áreas replantadas. O Guardiões das Águas conta com recursos da ordem de R$ 3 milhões provenientes do Fundo Socioambiental da Caixa Econômica Federal e contrapartida de cerca de R$ 300 mil em recursos próprios da Embasa.

Para o gerente da Unidade Socioambiental da Embasa, Thiago Hiroshi, a restauração das matas ciliares (vegetação situada às margens de cursos d’água) e das nascentes está intimamente ligada ao negócio da empresa, pois visa contribuir para assegurar a manutenção da quantidade e da qualidade das águas dos mananciais. “Preservar a cobertura vegetal do solo e estimular atividades humanas sustentáveis no território das bacias hidrográficas é essencial para garantir que a água esteja sempre presente nos mananciais, na quantidade e na qualidade necessárias à operação dos sistemas de abastecimento. Este tipo de ação reafirma nossa visão de sustentabilidade em relação aos recursos hídricos”, ressalta.

Parcerias | Para as atividades de plantio do dia 06/06, a Embasa conta com as mudas produzidas pelo projeto Viveiro Educador, da própria Embasa, e também com doações de parceiros, a exemplo do Programa Arboretum de Conservação e Restauração da Diversidade Florestal que, no dia 24 de maio deste ano, doou 250 mudas nativas da Mata Atlântica para recuperação de mata ciliar e plantio em escolas no município de Ibirapuã.

“Nós, no programa Arboretum, temos uma diversidade de 292 espécies atualmente no viveiro e essas espécies são cultivadas justamente para enriquecer a variedade nesses plantios e apoiar a atividades voltadas à restauração de vegetação ciliar e educação ambiental, como no caso da Embasa”, explica Renata Carvalho, supervisora técnica do programa Arboretum.

A Embasa coleciona ações de recuperação da vegetação no entorno de mananciais em diversas partes do estado. No rio da Dona, em Santo Antônio de Jesus, por exemplo, foram recuperados 96 hectares de mata nativa entre 2007 e 2016. Também foram alvo de investimentos da empresa os rios dos Mangues (Porto Seguro), Acaraí (Camamu), Gameleira (Cravolândia/Santa Inês), do Ouro (Itamaraju), da Prata (Seabra), Jacuípe (Morro do Chapéu), e São Francisco (em Irecê), dentre outros. Ao todo, as ações de recuperação de matas ciliares totalizam cerca de 350 hectares de vegetação replantada.

Fonte: Bahia Recôncavo

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