Daniel Soglia/PodCast Rap é o Som

Na manhã desta terça-feira, 28, o rapper baiano Hiran enviou uma mensagem de áudio à Santa Cruz FM celebrando o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+. O artista, que é o primeiro rapper a se assumir gay na Bahia, também é ator e diretor, além de ser destaque por levar novas propostas de discursos e influência na música independente brasileira. No final do texto você pode escutar o áudio de Hiran.

Homofobia e carreira

Hiran é baiano, de Alagoinhas. Desde criança, por volta dos nove anos, começou a cantar rap. Foi lá na sua cidade natal que começou a despontar no mundo da música, apresentando-se em bares e batalhas de MCs. Os seus sucessos rapidamente chegaram aos ouvidos de produtores musicais. Em seguida, caiu nas graças do casal Paula Lavigne e Caetano Velloso, os quais apadrinharam o rapper.

Por outro lado, em entrevista ao portal de notícias G1, Hiran afirmou que sofreu para superar as barreiras musicais do rap por ser gay.

“Sempre quis estar nos ambientes de rap, mas ainda é uma cultura machista, homofóbica e sou gay. Quando fui tentar ter uma experiência na batalha, entendi que ali existia uma barreira muito grande e foi muito complicado dar de cara com isso. Percebi que para estar presente teria que lutar mais do que o normal para ser aceito, mas isso também foi o combustível que me moveu e move até hoje.”

afirma hiran em trecho da entrevista ao g1.

Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+

Nesta terça-feira, 28 de junho, é celebrado o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+. A data faz referência aos confrontos violentos entre policiais e manifestantes em 1969, nos Estados Unidos. A luta, nesta época, era para mudar a legislação americana que mantinha uma rígida repressão aos direitos LGBTQIA+.

Em reflexão à data, Hiran enviou uma mensagem de áudio à rádio Santa Cruz FM 87.9, nesta manhã. De acordo com ele, o momento é de falar de lutas e vitórias, mas não pode ficar restrito ao dia 28 de junho.

“Quero tirar um momento, para junto com vocês, celebrar a existência dos artistas e dos corpos, com todas as suas pluralidades e instâncias de pessoas LGBTQIAP+. E dizer que hoje não tem que ser um dia único. A gente tem que falar de luta, de vitória. […] Eu desejo que a todos os corpos distintos e diferentes lhes sejam apresentadas as possibilidades de mudança, de realização de sonhos e de vidas dignas”.

Ao fim, o artista encerrou a fala com saudando a diversidade.

ErriVance/Reprodução

Fonte: Bahia Recôncavo

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