Salvador registra 10 casos de roubos a vans escolares no primeiro semestre

Segurança

A arma colocada em cima do painel evidencia o risco iminente de morte. Sem chamar atenção, o motorista é obrigado a seguir para uma área distante de atuação, onde posteriormente é liberado, e o veículo, levado por dois homens. Assim foram os 10 casos de roubo de vans escolares em Salvador no primeiro semestre deste ano. Em todas as ações não havia criança dentro dos carros.

Mas os condutores estão com medo da violência e, na manhã desta segunda-feira (22), protestaram em frente ao prédio da Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA), no Centro Administrativo da Bahia (CAB). A categoria foi informada de que o secretário Maurício Barbosa não estava e que uma reunião seria acertada esta semana com o delegado-chefe da Polícia Civil, Bernardino Brito.

Os manifestantes acreditam que, pelo modo de atuação, os bandidos fazem parte de uma quadrilha que vem roubando os veículos para serem usados como transporte clandestino no interior do estado ou para desmanche.

Das 10 vans levadas, apenas uma foi encontrada. As localidades onde mais aconteceram os roubos foram Cabula e Imbuí, em Salvador, e Lauro de Freitas, na região metropolitana – todas tiveram nos últimos anos um crescimento acentuado de empreendimentos residenciais e, com isso, maior concentração no volume de transporte infantil.

Os bandidos aguardam o fim do roteiro das vans para agirem e só abordam motoristas mulheres. Em todos os casos, a motorista já tinha encerrado o trajeto. No caso mais recente, a auxiliar tinha acabado de entrar na van após deixar a última criança em casa, quando os dois bandidos chegaram a pé e um deles pôs a arma, uma pistola, sobre o painel. A motorista e a auxiliar foram levadas para a BR-324, onde foram liberadas pelos bandidos, que fugiram com a van.

Quadrilha
Para o sindicato, não há dúvida de que os roubos são praticados por uma mesma quadrilha. “Em 2014, vivemos o mesmo pesadelo. Era um roubo atrás do outro e com a mesma atuação: dois homens abordavam as motoristas no encerramento do roteiro, perguntavam se a van tinha rastreador e seguro. Fizemos uma mobilização, e a quadrilha acabou presa”, contou Rosas. O sindicato não registrava nenhuma ocorrência há cinco anos.

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