Maior acervo colonial, Arquivo Público da Bahia corre riscos, alertam ativistas

Instalado em um sobrado antigo, o Arquivo Público do Estado da Bahia, prédio que guarda relíquias da história do Brasil, corre riscos semelhantes ao Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro, que sucumbiu a um incêndio na abertura da semana. Em publicação nas redes sociais, a ativista Dóris Abreu relatou como está a situação do edifício.

“Não tem cinco anos e fechou por meses porque corria risco de curto-circuito. Existem paredes escoradas. A umidade é brutal e muitos volumes já estão petrificados ou esfarelados. O arquivo está instalado num casarão antigo, a Quinta dos Lázaros, e como tal, já é por princípio um espaço vulnerável, por não ser de pedra ou concreto e ter enorme quantidade de madeirame. Desconfio que a digitalização das peças também não existe. Toda a documentação do tráfico negreiro, entre a África e a Bahia, está lá”, alertou.

Em Salvador, a situação não é diferente no Arquivo Público municipal, mantido pela Secretaria de Cultura e Turismo. Em entrevista ao Metro1, o titular da pasta, Claudio Tinoco, afirmou que o complexo, até 2016 vinculado à Fundação Gregório de Mattos, não tem “orçamento específico”. “Ele compõe atualmente o custeio geral da Secult”, disse.

Ele afirmou, no entanto, que há uma verba federal empenhada para a construção do Museu da História da Cidade e Arquivo Histórico Municipal. “É uma obra do Prodetur [Programa de Desenvolvimento do Turismo], com investimento de R$ 67 milhões”.

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