Estudo desvenda os alimentos que quem tem acne deve comer ou evitar

Saúde

Sabia que você pode sentir na pele muita coisa por conta da sua alimentação? Segunda a pesquisa científica Skin and Diet: An Update on the Role of Dietary Change as a Treatment Strategy for Skin Disease, publicada em janeiro do ano passado no Skin Therapy Letter, a mudança na dieta pode servir como um componente importante na terapia para certas condições da pele, incluindo a acne.

“Muitos nutrientes, alimentos ou padrões alimentares podem agir como ‘gatilhos’ de doenças, enquanto outros podem ser benéficos, colaborando com o tratamento. Um padrão alimentar que foque, por exemplo, no consumo de alimentos integrais, em vez de alimentos processados, pode ajudar no tratamento de certas condições da pele, principalmente àquelas ligadas à inflamação”, afirma a dermatologista Dra. Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da American Academy of Dermatology (AAD).

De acordo com a médica, o artigo esclarece as relações entre dieta e pele, um campo onde há muita desinformação principalmente na internet. “Um exemplo é o chocolate. Muitas vezes associado à acne, esse produto só é maléfico se tiver alta quantidade de carboidratos e gorduras e menor concentração de cacau, que é um flavonoide e com importante ação antioxidante. Dessa forma, não é o cacau o responsável por piorar inflamações de pele e, sim, a gordura e o carboidrato; então, as versões mais amargas não pioram a acne”, exemplifica.

A dermatologista explica que a evidência mais forte até o momento sobre os gatilhos dietéticos para acne é para dietas de alta carga glicêmica, principalmente. Em um estudo, pacientes com acne demonstraram melhora significativa após 12 semanas de uma dieta de baixa carga glicêmica. Estudos posteriores documentaram que esse padrão alimentar resultou em menor biodisponibilidade de andrógenos e alteração na produção de sebo da pele.

O uso de suplementos como Whey Protein também merece acompanhamento mais rigoroso, uma vez que ele já foi indicado em estudos como influenciador importante no desenvolvimento de acne resistente, já que, por ser rico em IGF-1, um hormônio semelhante à insulina 1, o pó pode aumentar a produção de sebo, que está associada ao desenvolvimento da acne.

“Além disso, esse suplemento pode desencadear a produção de andrógenos, ou hormônios que funcionam como hiperestimulantes das glândulas sebáceas e causam também inflamação. Isso pode obstruir os poros e favorecer o aparecimento da acne”, afirma a dermatologista Dra. Claudia Marçal.

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Também é preciso ter cuidado com os derivados do leite e alimentos ultraprocessados, como biscoitos, salgadinhos, doces industrializados, ou ainda aqueles produtos ricos em açúcar e gordura hidrogenada.

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