Maioria do STF decide suspender voto impresso nas próximas eleições

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para suspender a implantação do voto impresso nas próximas eleições na noite desta quarta-feira (6), de acordo com informações do Estadão. A Corte aprecia o assunto após pedido feito pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge. O uso do voto impresso foi aprovado pelo Congresso Nacional em 2015.

Contrários à medida, se posicionaram os ministros Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Marco Aurélio Mello, Rosa Weber e Ricardo Lewandowski.

O relator da ação é Gilmar Mendes, que defendeu a implantação gradual do voto impresso, conforme a disponibilidade de recurso do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O ministro Dias Toffoli concordou com o relator.

O ministro Alexandre de Moraes foi quem abriu a divergência. Ele acredita que o voto impresso tem alta potencialidade de identificação do eleitor, violando o sigilo e a liberdade do voto. “A meu ver, não se trata da questão de custos, se o legislador fizer uma opção legítima, inclusive para que se volte só o voto no papel, é uma opção do legislador. Não é questão de economicidade ou celeridade na votação, se vai atrasar ou não, é uma questão de cunho eminentemente constitucional”, disse Moraes.

Luís Roberto Barroso questionou o custo-benefício do voto impresso. “A impressão do voto é cara e pouco acrescenta à segurança. Acho que há um retrocesso em se voltar o voto impresso. É fazer uma aposta analógica num mundo que se tornou digital. O mundo se tornou um mundo eletrônico e digital e a gente vai ter que se acostumar com isso”, disse Barroso.

*

Acompanhe nossas transmissões ao vivo e conteúdos exclusivos na Programação Santa Cruz FM 87.9 baixe nosso aplicativo aqui!, Siga-nos nas redes sociais: Facebook, Twitter, Instagram!

Deixe uma resposta