Dos 44 senadores que salvaram o mandato de Aécio, 19 estão na mira da Lava Jato

Nesta terça-feira (17), o Senado derrubou as medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ao senador Aécio Neves (PSDB-MG). O tucano é acusado de crime de corrupção e obstrução da Justiça. Dos 44 senadores que votaram para salvar o mandato do congressista, ao menos 19 são alvo de processos na Lava Jato.

Dos 21 senadores do PMDB, 19 votaram pela derrubada das medidas determinadas pelo STF. Dos 19, ao menos 10 têm problemas na Lava Jato. No partido do presidente Michel Temer, foram apenas dois votos contrários ao tucano: Kátia Abreu (PMDB-TO), também alvo da Lava Jato, e Roberto Requião (PMDB-PR).

Durante a sessão, as defesas mais enfáticas para salvar o tucano partiram dos investigados. Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo, descumpriu recomendação médica e compareceu ao plenário para defender o senador. “Quis Deus que eu tivesse a saúde para que, depois de operado, estivesse aqui hoje também para falar desta tribuna como último orador”, disse o peemedebista.

No PSDB, que deu 10 dos 11 votos possíveis a favor do correligionário, três senadores são alvo da Lava Jato: Antonio Anastasia (MG), Cássio Cunha Lima (PB) e José Serra (SP). Ricardo Ferraço (ES), também investigado, não compareceu à votação.

Entre os que votaram contra Aécio Neves, seis são alvo da Lava Jato.

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