Travesti vítima de tentativa de assassinato decide que não será mais feminina

Muito abalado, internado no Hospital Estadual Alberto Torres, Alef Pereira, 23 anos de idade afirma que Jéssica Pereira, nome pelo qual é conhecido como travesti, morreu em um motel barato em São Gonçalo no Rio de Janeiro, quando foi asfixiada e trancada em um quarto em chamas.

O rosto, mesmo que emoldurado por queimaduras que marcam o pescoço, lábio e que consumiram quase totalmente a orelha esquerda, é uma das partes mais preservadas do corpo de Alef, cerca de 50% do corpo foi queimado.

Na sexta (11), com o corpo coberto por ataduras que permitem facilmente apenas o movimento do braço direito, Alef falou sobre o ataque.

O encontro para um programa com o suposto agressor foi em Alcântara, em São Gonçalo. Uma amiga de Jéssica, também travesti, recusou o trabalho porque o cliente tinha um perfil muito agressivo. O casal entrou no hotel na madrugada de sexta-feira. Fábio chegou a deixar o local para comprar bebidas e retornou. Algum tempo depois, saiu novamente. Foi quando outros hóspedes viram as chamas e pediram socorro.

O caso foi registrado na 74ªDP (Alcântara). A delegada Carla Tavares usou depoimentos de pessoas que viram Fábio para buscar a identificação do agressor. Jéssica, agora Alef, o reconheceu por fotografia. O acusado já é foragido, sendo condenado por tráfico e roubo.

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